Gazeta São Mateus

É sempre nossa responsabilidade com o meio ambiente

É sempre nossa responsabilidade com o meio ambiente

É sempre nossa responsabilidade com o meio ambiente
novembro 19
10:19 2018

Um terço de todos os resíduos urbanos gerados na América Latina e no Caribe, ou seja, algo como 145 mil toneladas de lixo diárias são descartadas de maneira correta em lixões ou no meio ambiente. Já adianto que São Mateus está inserido nesse contexto.
A quantidade equivale ao que é gerado por 27% da população dessas regiões no qual o Brasil se inclui indicou a pesquisa feita pela ONU Meio Ambiente.
Esses indicadores indicam que os países precisam fechar os lixões que apresentam alto risco para a saúde das pessoas que moram em seus entornos, bem como para quem coleta materiais recicláveis descartados fora as ameaças à biodiversidade desses locais.
Pelos números diariamente 35 mil toneladas de lixo não coletadas são encaminhadas para destinos incertos gerando enorme desperdício que poderiam fazer a economia circular, pois há, evidentemente, técnicas de recuperação de quase todo tipo material que ainda não estão sendo usadas com a intensidade necessária.
E São Mateus, dentro de São Paulo e dentro do Brasil não poderia estar fora do script indicado pelo levantamento da ONU. Apenas suspeito que de forma destacada porque o que tem sido visto andando pela região é que o descuido aliado à ignorância também tem feito residência por aqui. Não há uma rua sequer de toda região onde não se possa detectar alguma irregularidade, alguma coisa fora da ordem por obra e graça dos próprios moradores.
Do básico ao mais complexo não se vê a separação do lixo orgânico do lixo reciclável; não se vê a separação do que é inservível do que possa ser útil e reaproveitado das formas mais diversas. Dá para ver entre nós muito desperdício inconsequente do uso de água pelos quintais e pelas calçadas em limpezas que podiam facilmente ser resolvidas com uma boa vassoura, uma pá e um cesto para juntar o que está disperso. Não, aqui se prefere de forma sub reptícia empurrar para frente da casa do outro o que não se quer a frente de sua casa.
Aqui é possível ver como se contaminam ruas asfaltadas ou solos quando se usam produtos de difícil decomposição em limpeza de automóveis, quando daria para fazê-lo de forma adequada e preventiva. Aqui é possível ver pontos viciados atolados de restos de entulhos, sobra de móveis e a criação de outros tantos pontos, desde que não seja sob a vista dos olhos de quem dispensa irregularmente o que não quer ou não lhe serve. Aqui é possível ver embrulhos, papéis e principalmente sacolas plásticas plainando ao sabor dos ventos.
Aqui é possível ver ocupações de terrenos vazios ou ociosos de uso comum das formas mais abjetas, seja primeiro removendo a vegetação nativa, seja erguendo barracos improvisados para todo tipo de uso, residencial, comercial, de estocagem sabe-se lá do quê. Aqui é possível ver a insensatez das pessoas que vão depredando pontos vistosos como é o Morro do Cruzeiro para pequenos puxadinhos para acomodar em moradias improvisadas e aqui é possível ver que o consumo desenfreado e não parcimonioso vai gerando mais e mais lixo, que não tem como, ficará sempre em algum lugar do planeta.
Aqui ainda é possível constatar como é frágil e incipiente a consciência ambiental e ecológica que nos proporcionaria viver agora e no futuro de forma sustentável, uma vez que é público e notório que da forma que são usados os recursos naturais precisamos de um planeta e meio para conseguir manter a atual forma de vida que nos foi concebida.
Se alguma coisa, em comum, temos com a América Latina e o Caribe e os números assustadores no levantamento da ONU é que nossa participação para reverter esse tipo de coisa começa em casa, na nossa comunidade, onde vivemos e trabalhamos.
A caminhada que precisa ser feita é muito longa, complexa e pior, extremamente necessária, e passa com certeza pela educação em casa em seus ambientes primários e reforçada nas escolas e na sociedade. Reduzir, reciclar, reaproveitar ações que se não nós, os mais adultos temos que fazer, será a única forma das crianças e a juventude que vem vindo sobreviver de forma sustentável.
Somos um átomo do universo num universo de átomos e não adianta nos esquivarmos de responsabilidades, quando você vai fazer a sua parte? (LM)

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