Gazeta São Mateus

Jardim São Francisco sofre com descaso das autoridades

Jardim São Francisco sofre com descaso das autoridades

Jardim  São Francisco sofre com descaso das autoridades
setembro 19
15:59 2017

A situação em que se encontra a Zeladoria Ambiental São Francisco Global é de desolação em função da falta de sensibilidade e ação do poder público na região do Jardim São Francisco, informa o presidente da Associação Nova Esperança São Francisco e presidente da zeladoria, Agnaldo da Silva França.
A reportagem acompanhou a liderança e constatou o abandono de áreas públicas que tem provocado a degradação do local ameaçando uma importante nascente e o assoreamento do córrego, mas principalmente as constantes ameaças veladas de possível ocupação irregular para efeito de moradia no local. Segundo Agnaldo elas só não se concretizaram ainda por causa da intervenção da liderança e alguns moradores que dialogam com os possíveis invasores. Por quanto tempo, Agnaldo não consegue responder.
A causa principal, segundo ele, está na inoperância do poder público que não dá conta das reivindicações de melhorias pedidas para o local, entre eles a demarcação, cercamento de um campo de futebol que é importante como oferta de lazer para uma população sempre crescente.
O fato, conforme revelado parcialmente nas fotos é que a situação dá sinais que pode sim piorar e não será por omissão das lideranças. Agnaldo diz que sem a participação do poder público estarão em um beco sem saída, uma vez que até mesmo as providências que os moradores tomam correm o risco de serem motivos de autuação da fiscalização. “Não fazem e nem deixam fazer”, resume o impasse.
Como parte das reivindicações a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento em Saúde – UPA com terreno já indicado nos mapeamentos da prefeitura não tem definição. Apesar da insistência da liderança, nenhum diálogo propositivo se consegue estabelecer com a Secretaria Municipal de Saúde. Outro impasse com assuntos que não se resolvem diz respeito a um projeto da associação aprovado pelo Ministério das Cidades para construção de moradias não encontra contrapartida da Prefeitura conforme previsto em lei. Enquanto isso mais de 500 famílias continua sem perspectiva de moradia regular.
Parado por parado o campo de futebol, reivindicação que já completou três anos, por exemplo, tem até emenda parlamentar aprovada pelo vereador Alessandro Guedes (PT/SP) em R$ 150 Mil, para as obras e não tem definição e cumprimento por parte da Prefeitura. Segundo Agnaldo a Secretaria de Esporte diz que não faz a obra que seria de responsabilidade da Prefeitura Regional e está também não tem nada previsto. Enquanto não se decide o espaço convive com lixos de toda ordem. É também um dos espaços cobiçados por pessoas que desejam ou precisam; tem de tudo, invadir o local para fixar moradia.
“Ali embaixo estão invadindo tudo que podem. Se bobear a invasão chega aqui, estamos conversando com as pessoas que promovem as tentativas de invasão. Se não utilizar o espaço público para o bem comum, as pessoas vão ocupar. Estão desempregados, em algum momento vão ocupar, embora saibamos que tem gente oportunista que não precisa. É público e notório que tem gente com muitas casas de aluguel, vendendo, que invadiram antes”, comenta um morador que não quis se identificar.
O risco é as lideranças cansarem do que consideram pouco caso
Agnaldo diz que a situação de descaso do poder público vem cansando os poucos lutadores e teme que a situação pode se deteriorar e muito quando, cansados deixarem de ‘zelar’ pelo que deveria ser também responsabilidade da prefeitura. Apesar de destacar a competência e eventualmente as boas intenções do Prefeito Regional Fernando Elias, faz severas críticas ao prefeito João Dória por estar fazendo um governo de imagens, privilegiando as áreas centrais e deixando as periferias e as prefeituras regionais, como é o caso da de São Mateus a mingua.
Enquanto esse cansaço não vem a liderança informou que estariam nos próximos dias fazendo manifestações na região e eventualmente na Prefeitura Regional para serem ouvidos e pelo menos terem a emenda parlamentar que foi aprovada para atendimento do campo liberada.

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