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MP de SP vai investigar eventual prática de ‘terrorismo doméstico’ no massacre de escola em Suzano

MP de SP vai investigar eventual prática de ‘terrorismo doméstico’ no massacre de escola em Suzano

MP de SP vai investigar eventual prática de ‘terrorismo doméstico’ no massacre de escola em Suzano
março 14
10:58 2019

O Ministério Público de São Paulo informou, na noite desta quarta-feira (13), que vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes do massacre em Suzano. O trabalho será realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O objetivo é apurar a possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para “eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios”, diz o órgão. O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados terroristas cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.

O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) foi instaurado nesta quarta-feira (13). Mais cedo, o promotor Rafael Ribeiro do Val já tinha sido designado pelo procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, para acompanhar o caso.

Ataque a tiros deixa dez mortos em escola em Suzano, na Grande SP

Um adolescente e um homem encapuzados invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) e abriram fogo contra alunos e funcionárias. Eles mataram sete pessoas, sendo cinco alunos, uma inspetora e uma coordenadora pedagógica do colégio. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou.

Pouco antes do massacre, a dupla havia atirado contra o proprietário de uma loja da região, que morreu horas depois. Outras 11 pessoas estão internadas.

Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio. A investigação aponta que, depois do ataque, ainda dentro da escola, Guilherme matou Henrique e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um “pacto” segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.
Por G1 SP

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