Gazeta São Mateus

Riacho dos Machados: obras paradas preocupam liderança e comunidade

A obra completa do Córrego do Riacho dos Machados no Jardim Tietê, um dos bairros mais antigos de São Mateus, com seus aproximados 3000 metros que se inicia na Rua João Latinur, segue pela Rua José Américo de Almeida onde se transforma em Avenida Riacho dos Machados e envolve a Rua Engenho Novo e a Avenida Vilanova Artigas para desembocar no Rio Aricanduva que por sua vez desemboca no Rio Tietê ainda está por terminar, mas nem sinal de que isso seja para agora, registrou Edson Xavier, liderança local em visita a redação da Gazeta São Mateus em maio.

O detalhamento da parte da obra já executada e a parte faltante pode ser conferida no box ao lado. E é com relação a essa parte faltante que a liderança se diz preocupada. Para ele o grande problema para a não conclusão da obra é o fato dela ter sido englobada em um pacote mais amplo e, portanto mais caro de obras que estão interligadas. “Eles colocam o término da canalização do córrego em um mesmo pacote de obras com a finalização das obras na Rua Artigas, um piscinão e obras no córrego Aricanduva”. Para Xavier uma obra que poderia custar no máximo R$ 10 milhões fica condicionada a aprovação, licitação e recursos de um conjunto de obras que poderá custar R$ 150 ou 200 Milhões.

Se essa condição por si já é um problema,  a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras – Siurb a quem está afeta obras dessa natureza também não dá respostas e quando dão são evasivas aos questionamentos da comunidade. “A relação com a secretaria já foram melhores, conseguíamos respostas aos questionamentos. Hoje, eles mal respondem aos e-mails que enviamos e os telefones que fazemos. Ficamos rifados”, explica.

Depois de tanto tempo de luta daquela comunidade e com parte da obra concluída, um dos últimos posicionamentos da secretaria foi em meados de 2011, onde também indicaram a condição de canalização do córrego vinculada à construção do piscinão. Na ocasião a condicionante deixou os moradores apreensivos. De qualquer forma foi nessa ocasião que a secretaria informou que até meados deste ano, portanto entre junho e julho próximos, estariam realizando licitações para a construção dessa obra que incluiria o término da canalização do Córrego Riacho dos Machados. “Não há nenhuma garantia de que isso venha ocorrer. Não há sinais de vistoria, medição ou outra providência que pudesse indicar que essa licitação será feita e agora. Infelizmente para a comunidade é aguardar para ver”, indica Xavier.

Enquanto isso não acontece, Xavier diz que na área lindeira ao riacho ainda é vitimada pelas enchentes nos períodos de chuva moram por volta de duas mil famílias. “A obra faltante é de apenas 400 metros, mas não evolui”, afirma. “Se as chuvas retomarem com intensidade, veremos, de novo, aquelas cenas de calamidade”, completa.

Ainda segundo a liderança, uma parte do muro de contenção na Rua Cônego Dias Pequeno está desbarrancando. Havia lá, gabiões que foram derrubados e refeitos durante uma manutenção. Em outra parte, que também foi periciada, não foi feita a manutenção. Conclusão aquele trecho está caindo e deveria ser refeito por força do contrato com a construtora que deu garantias de manutenção que está dentro do prazo. Outra ação que a comunidade quer ver acontecer.

Enquanto isso coube a subprefeitura improvisar alguns tubões de concreto para evitar que condutores de carros desatentos caiam dentro do córrego.

Mas não é só isso. Mesmo para a parte que já pronta, outros problemas estão aparecendo. Um deles diz respeito à necessidade de se colocar lombadas em determinados trechos que têm sido usados de forma perigosa para rachas entre carros. Também tem trechos onde falta iluminação pública. “Vamos falando em reuniões com o poder público, quando elas acontecem e em reuniões do Conseg, cobrando iluminação e lombada, mas até agora nada”, reclama.

Xavier tem claro que a responsabilidade pela conclusão das obras de canalização do Córrego Riacho dos Machados é da Siurb, mas registra que considera um equivoco não licitar separadamente essa obra que por conta do seu valor seria aprovada, mesmo que a sua execução fosse simultânea ao piscinão.

O problema é saber quando a obra do piscinão que ele reconhece parte fundamental de toda intervenção vá ocorrer. São poucas as chances disso acontecer no período eleitoral, apesar da previsão da licitação ser realizada agora, conforme prometeu a secretaria em meados do ano passado.

“Se essa licitação de fato ocorrer, conforme o previsto,é apenas uma licitação e ainda não resolve o problema, mas, pelo menos, seria um sinal de que as coisas não estão tão paradas quanto agora para desespero de uma comunidade que paga seus impostos regularmente”, finaliza.

 A mais de 40 anos a luta de uma comunidade da zona leste no Bairro de São Mateus antigo São Matheus um distrito localizado na zona leste da cidade de São Paulo, a aproximadamente 20 km do Centro. Loteado a partir de 1948, somente a partir de 1956 teve seu desenvolvimento mais acelerado, devido ao grande desenvolvimento econômico do ABC Paulista e à forte migração para São Paulo (principalmente de mineiros, portugueses, japoneses, pessoas oriundas do interior de São Paulo e nordestinos). O comércio se concentra, sobretudo, em uma das principais avenidas da região, a Av Mateo Bei,

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Publicado por em jun 8 2012. Arquivado em Nosso Bairro, Notícias. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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