Gazeta São Mateus

História do Bairro

Antiga panificadora São Mateus, hoje Skina - Direita Av. Mateo Bei - (Foto: Jose Agostinho)

Data de aniversário dos distritos
Dia do bairro Iguatemi:
27 de maio
Dia do bairro Parque São Rafael: 27 de agosto
Dia do bairro São Mateus:
21 de setembro

No século XIX, mais precisamente no ano de 1842, existia uma fazenda de propriedade de João Francisco Rocha. Posteriormente, a fazenda foi adquirida por Antonio Cardoso de Siqueira, que optou por dividi-la em glebas. Já no século XX, no ano de 1946, a família Bei adquiriu uma gleba de 50 alqueires de terras, loteando-a na seqüência, com total sucesso de vendas, surgindo dessa iniciativa o bairro de São Mateus.

Para personalizar a importante data, foi celebrada a primeira missa em ação de graças, no dia 8 de dezembro pelo bispo Dom Antônio de Macedo.

São Mateus foi fundado por Salvador Bei, filho do senhor Mateo Bei. A pedido da família foi dado este nome em homenagem ao pai, bem como o nome da principal avenida do bairro. A data de fundação ocorreu em 8 de dezembro de 1948, nesta data o Prefeito em exercício era o Dr. Milton Inprota. E o aniversário é comemorado na data do Patrono do bairro São Mateus em 21 de setembro.

A localização de São Mateus é no extremo oriental da zona leste de São Paulo, distante 22 km da Praça da Sé, marco zero da cidade. A região de São Mateus é composta de 3 distritos: São Mateus, 13km², São Rafael, 13,2km², Iguatemi, 19,6km². Ao norte faz divisa com Itaquera, Vila Formosa e Aricanduva. Ao sul faz divisa com Mauá e Santo André. A leste com Guaianases. A oeste com Vila Prudente.

O relevo é acidentado devido à proximidade com a Serra do Mar. A noroeste tem a Bacia do Aricanduva. Possui 37 córregos – 2 rios: Aricanduva e Rio das Pedras – 1 ribeirão: Aricanduva. A soma da população dos 3 distritos é de aproximadamente 400 mil habitantes.

Nosso Padroeiro – São Mateus

O apóstolo Mateus, filho de Alfeu, e também conhecido por Levi, era de origem judaica. Exerceu na juventude o cargo de publicano, ou seja, o de cobrador de impostos, na cidade de Carfarnaum, estando-lhe atribuído o pelouro alfandegário. Dentro de suas atribuições – idênticas ás dos publicanos da velha Roma – estava a elaboração das escritas e formulação dos principais documentos de receita.

Atraído pela palavra de Cristo, Mateus deixou o telônio e dedicou-se à evangelização, deixando uma grande obra como escritor evangelista. Proclamado “Celeste Patrono dos Contabilistas” em 06 de agosto de 1953, por iniciativa dos Colégios de Contabilistas italianos. São Mateus é venerado pela igreja, como mártir, em 21 de setembro, dia que os contabilistas devem consagrar ao santo Padroeiro.

O Bairro Parque São Rafael

O Parque São Rafael é o principal e mais antigo bairro do distrito de São Rafael, no extremo sudeste da cidade de São Paulo. Faz divisa com vários bairros menores do distrito como Jardim Buriti, Jardim Rodolfo Pirani, Vila Esther (ou Jardim Esther), Jardim Vera Cruz, Jardim Santa Adélia, Jardim Valquíria e também com o município de Mauá.

O bairro dista cerca de 25 quilômetros da praça da Sé, marco-zero da cidade e apenas oito quilômetros do centro da cidade de Santo André.

A ocupação do bairro começou ainda na década de 1960, quando amplas áreas foram loteadas em terrenos menores e vendidos sobretudo para famílias de trabalhadores que migravam de outras regiões do estado de São Paulo e de outros estados do Brasil para trabalhar nas indústrias da Região do Grande ABC Paulista num período de grande desenvolvimento econômico, dando ao Bairro características de classe-média e média-baixa.

No início dos anos 70 uma grande favela foi instalada pela prefeitura na divisa do Parque São Rafael com o Jardim Vera Cruz. Neste local, a administração municipal assentou moradores oriundos da Favela Vergueiro, que foi desocupada e mais tarde transformou-se na Chácara Klabin, bairro de alto padrão na Zona Sul de São Paulo, próximo à Vila Mariana.

Em 2004, de acordo com dados da Fundação Seade, o distrito de São Rafael (do qual o bairro Parque São Rafael é o mais populoso) possuía cerca de 136 mil habitantes. Entre 1991 e 2004 apresentou uma taxa média de crescimento populacional de 3,3% ao ano, uma das mais elevadas da Capital neste período. Tal crescimento deu-se sobretudo pela intensa ocupação das regiões limítrofes do distrito nos anos 90 por famílias de baixa renda, tanto aquelas que passaram a ocupar ilegalmente os terrenos, quanto aquelas que foram instaladas em conjuntos habitacionais construídos pelo poder municipal e estadual de São Paulo.

Características

O distrito de São Rafael é um dos três distritos que formam a Subprefeitura de São Mateus, na Zona Leste de São PauloBairro com comércio mais forte da região, é cortado pela avenida Baronesa de Muritiba. Nela e no seu entorno se concentra praticamente todo o comércio e serviços: supermercados, padarias, casa lotérica, drogarias, lojas, serviços diversos além de escolas públicas e particulares.

Todavia, o bairro não conta com agências bancárias e dos Correios, fazendo com que as pessoas tenham que enfrentar longas filas para realizarem pagamentos nas casas lotéricas e em alguns estabelecimentos comerciais ou tenham que se deslocar para São Mateus ou Santo André (Parque das Nações ou Centro) para pagarem contas e utilizarem serviços postais.

Embora a denominação das ruas tenha sido regularizada há décadas ainda hoje os moradores costumam se referir aos logradouros pelos números atribuídos no início do loteamento, como “Rua 1″, “Rua 14″, “Rua 56″ etc.

Por ser um bairro mais antigo e consolidado possui uma ocupação característica de classe média e média-baixa, com muitas casas e sobrados amplos, com quintais e em terrenos de mais de 100m². Muitas ruas são ocupadas apenas por residenciais e possuem alguma arborização, embora o Bairro careça de mais áreas verdes.

O bairro possui uma topografia plana em sua maior parte, mas muitas famílias vivem em áreas de risco que se situam na beira de córregos.

Obras em São Mateus mudam a configuração do bairro

Atualmente, grandes obras, algumas já concluídas, outras em andamento e outras tantas previstas pelo poder público, principalmente pela Prefeitura estão ocorrendo na região de forma a alterar substancialmente a sua conformação recente. Vamos a algumas delas.

Rua das Rosas: As obras de pavimentação, drenagem e muro de arrimo entre a Avenida dos Jasmins e a Rua Brinco da Princesa encerradas em julho de 2008 é a única obra totalmente concluída. Em andamento, a complementação da implantação de via de fundo de vale no Córrego Inhaumas entre a Rua Pinhotiba, Estrada da Barreira Grande, Rua Cachoeira do Campo e Rua Nova Brasília que está aguardando desocupação de um imóvel desapropriado que interfere na obra.

Córrego Aricanduva que envolve as subprefeituras de Aricanduva, Itaquera e São Mateus vêm fazendo o alteamento de 3 pontes, o alargamento de parte da calha, construção de reservatórios e pavimentação da avenida. O contrato foi assinado em 2004, porém por falta de recursos ficaram paradas. Ainda depende de licenciamento ambiental e a previsão de término é para 2009.

Outra grande intervenção na região diz respeito ao Expresso Tiradentes (Cidade Tiradentes, Itaquera, São Mateus, Vila Prudente/Sapopemba, Mooca, Sé e Ipiranga): a linha do corredor expresso atravessa o território de sete subprefeituras possui 31,8 km de extensão, 6 terminais, 18 estações de transferência e 29 paradas, mas não há previsão de término.

Córrego dos Machados: canalização, pavimentação de vias marginais e reurbanização de favelas lindeiras ao córrego estão no plano. Com a pavimentação, a avenida ficou com duas mãos de direção separadas pelo córrego. A obra foi dividida em dois trechos que totalizam 2.150 metros de extensão, mas o contrato foi encerrado por recomendação do Tribunal de Contas do Município que apontou diversas irregularidades no processo de licitação e na contratação da empresa vencedora. Por estes motivos a SIURB encerrou o contrato em 2006 e imediatamente outro processo licitatório passou a ser tratado na Secretaria, para reiniciar a obra de recuperação e complementação de canalização do córrego dos Machados Previsão de término em agosto/2009.

Vale lembrar que está em estudo à construção de um viaduto sobre a Avenida Ragueb Chohfi da Avenida Aricanduva. Sem uma posição final a respeito.

Educação

Entre diversas intervenções da prefeitura com relação a reformas de salas, substituição de escolas de lata entre outras providências, o poder público construiu 4 escolas na CEI Gleba São Francisco, conveniada, Emei Gleba São Francisco II, Emei Jardim da Conquista II e Emef Julio de Grammont. De 2006 até agora.

Ainda têm em construção 5 escolas: Emef Cohab Iguatemi D; Emef Rua Francisco de Mello Palheta; Emef Rua Castor; Emef Joaquim Osório Duque Estrada II e Emei Jardim Premiano. Todas previstas para serem entregues neste período. Ainda em fase de projeto o aguardando recursos estão 8 escolas: CEI Áries, CEI CEU São Rafael, CEI Conjunto Habitacional Apomi, CEI Jardim Colorado, CEI na Rua Pedro da Esperança, EMEF Avenida Souza Castelhanos, EMEF Rodolfo Pirani II – Julio de Grammont, EMEF Rua Zacarias Mota Filho.

Ainda está em construção na região o CEU Limoeiro que mudou de nome (CEU Alto Alegre) que está previsto ser entregue em novembro deste ano.

Saúde

Em termos de saúde pública foram reformados 18 UBSs-PSFs:UBS Cidade Satélite Santa Bárbara, UBS IV Centenário, UBS Jd. Colonial, UBS Jd. Colorado, UBS Jd. das Laranjeiras, UBS Jd. Paraguaçu, UBS Jd. Roseli, UBS Jd. Santo André, UBS Pq. São Rafael, UBS Recanto Verde Sol, UBS São Mateus I, UBS Tietê I, UBS Tietê II, UBS-PSF Jd. da Conquista III, UBS-PSF São Francisco II, UBS Vila Bela / Conquista I, UBS Santa Bárbara, UBS – PSF Conquista II. Ainda estão em reformas 3 UBSs: Boa Esperança com Adequação do espaço físico, construção de consultórios e pintura, Carrãozinho, também com adequação do espaço físico e pintura e Nove de Julho com a reforma do prédio, com adequação de salas assistenciais e consultórios. Pintura geral e adequações elétricas e hidráulicas.

Seis AMAs foram implantadas: AMA Jd. da Conquista III, AMA Jd. das Laranjeiras, AMA São Francisco II, AMA Jd. Tietê I, AMA Jd. Santo André, AMA Jd. Tietê e um Centro de Referência de Plantas Medicinais de São Mateus em parceria com a Casa de Saúde Santa Marcelina que oferece atendimento de especialistas em: homeopatia, acupuntura, técnicas de massagens corporais, bioenergética, terapia comunitária. O único serviço de referência em plantas medicinais do município. Inaugurado em 07/12/2005.
Foram ainda reformados três CAPS: São Mateus, Álcool e Drogas e Infantil de São Mateus entre 2006 e 2008.

Um Centro de Odontologia Especializada São Francisco II foi implantado e, desde outubro de 2006, tem capacidade para atender aproximadamente 230 vagas de especialidades odontológicas por mês. Um Núcleo Integrado de Reabilitação – NIR-I foi adaptado na UBS Tietê I. Voltado ao atendimento de reabilitação nas áreas de neurologia, traumatologia, ortopedia, reumatologia e cardio-respiratória para pessoas portadoras de deficiência. O Custo da reforma predial está embutido no da reforma da UBS e implantação da AMA no local e tem capacidade prevista para atender 400 pessoas/mês com cerca de 1.500 procedimentos/mês.

Morro do Cruzeiro: nossa luta!

O Morro do Cruzeiro (ou Mutuçununga – nome indígena) e seu entorno é uma importante reserva da Mata Atlântica urbana. Sua preservação é importante para a saúde da cidade e a qualidade da vida dos seus cidadãos.

Localizado na região de São Mateus e fazendo divisa com o Município de Mauá o Morro do Cruzeiro é o segundo ponto mais alto da cidade (998 metros de altitude) onde se pode contemplar toda a extensão da cidade e todas as elevações da Serra do Mar. Não podemos deixar de informar que esta área é parte da Área de Proteção Ambiental onde estão incluídas também as nascentes do Rio Aricanduva, Rio Limoeiro e Rio Palanque.

A vegetação existente no perímetro do Parque Morro do Cruzeiro represetna 2% de toda a área verde disponível na cidade e junto com a Mata Atlântica do Município de Mauá, integra o Cinturão da Reserva da Biosfera que, por um tratado internacional, deve ser preservado para proteger a população dos grandes centros urbanos do impacto das emissões de carbono, das alterações climáticas e das inundações.

A comunidade deve colaborar e tomar consciência que o Morro do Cruzeiro e seu entorno são importantes não só para a cidade, mas principalmente para cada um de nós que mora no bairro.

Sua atitude de conservar e respeitar o meio ambiente é o primeiro passo para um futuro mais justo!

Pico São Rafael: mirante verde na metrópole

“Uma paisagem que se estende poderá algumas vezes evidenciar um caos, ou ma solidão sem caráter; um panorama bem organizado, porém, parece constituir necessidade fundamental do bem-estar urbano.”

Numa cidade vertiginosa como São Paulo, em que as relações humana são constantemente determinadas por pragmatismo urgente – ainda que muitas vezes necessário na lógica de seu funcionamento – nem sempre o belo e salutar encontram-se devidamente prestigiado na organização do espaço urbano. O pico São Rafael tem sido um exemplo desta negligência.

Popularmente conhecido como Morro do Cruzeiro (Mutuçununga), há muito é considerado um ponto de referência pelos habitantes do extremo leste paulistano. Localizado na divisa dos distritos de São Rafael e de Iguatemi como Município de Mauá, o monte tem 998 metros de altitude, sendo o segundo ponto mais alto do Município de São Paulo, superado apenas pelo Pico do Jaraguá, com 1.135 metros. Todas essa magnitude possibilita uma vista geral da Zona Leste, parte do ABC Paulista e outras regiões da Grande São Paulo.

O missionário irlandês Hugo Blacam, que trabalhou em São Mateus entre 1974 e 1988, nos conta que, há trinta anos, o padre José Dillon, de Sapopemba, organizava romarias para o alto do morro, acreditando ser este um lugar santo.

Mas não são apenas os aspectos espirituais que valorizam o cenário da região. O alumbramento dos visitantes é, antes, conferido pela generosidade da natureza local. Pois, no distrito de São Rafael, encontram-se as nascentes de vários córregos aflutentes dos rios Aricanduva e Tamanduateí. O terreno é tão rico em fontes que alguns especialistas afirmam que o mesmo deveria ser considerado área de preservação de mananciais, tal como ocorre com regiões da Zona Sul de São Paulo, próximas às represas Billings e Guarapiranga.Apesar do patrimônio natural, o lugar é tristemente marcado pela carência da população e ocupação irregular de terras. Para se ter uma idéia, a partir dos anos 80 inicoiu-se uma sensível aceleração do crescimento urbano no distrito de São Rafael, sobretudo em direção à fronteira com Mauá e com o distrito de Iguatemi. Este processo ocorreu combinando formas diversas de ocupação, mas envolvendo, em geral, famílias de baixa renda. Assim, entre 1991 e 2004 o distrito apresentou taxa média de crescimento populacional de 3,3% ao ano, uma das mais elevadas da capital neste período.

Esse crescimento abrupto resultou em graves problemas para os moradores da região: transportes coletivos superlotados, carência de vagas em escolas municipais e estaduais, dificuldades para o atendimento básico de saúde nas unidades públicas, crescimento dos índices de violência e diminuição acentuada das áreas verdes.Um estudo divulgado pela EMPLASA(Empresa Paulista de Planejamento SA) revela que são Paulo tem hoje cerca de 400 mil habitações precárias, espalhadas por uma área de 60 quilômetos quadrados, onde vivem por volta de 1,6 milhão de pessoas. Segundo a empresa, boa parte dessas favelas invadiu áreas de proteção ambiental ou de mananciais. O cinturão verde do extremo leste também apresenta problemas dessa ordem.A aprovação de um pacote de políticas públicas de caráter ecológico pelo Legislativo municipal é observada como instrumento capaz de frear os desmandos ambientais e a pobreza que cresce ao redor da floresta. Por isso, já está incluso no Plano Diretor Regional um projeto que visa criar uma Área de Proteção Ambiental(APA) e um parque em torno do morro. São quatro os pontos de vegetação nativa incluídos no projeto da APA: as nascentes dos Rios Aricanduva, Limoeiro e Palanque, no distrito de Iguatemi, e o Morro do Cruzeiro.A implementação deste plano teria como resultado a preservação da faixa de floresta que ainda resta intacta, geração de renda para a população carente das margens e, além disso, um fomento ao turismo ecológico.Exemplo desta potencialidade é o caso de um senhor aposentado de 76 anos, que morava em Santo André e vive hoje com a esposa no “pé do Morro do Cruzeiro”, numa das três propriedades adquiridas há 26 anos. Com 40 bananeiras orgânicas e sem capital para investir no manejo, ele reclama da falta de oportunidades e segurança na região: “Tenho todas essas árvores, mas não consigo colher um cacho por causa dos ladrões”, protesta. Moradores explicam que com a criação do “Parque do Morro do Cruzeiro”, a propriedade poderia ser transformada em ponto de encontro e restaurante para os turistas. O mirante, os quiosques e a nascente no seio da floresta seriam poderosos atrativos.

Em 2004, atendendo às reivindicações da população local, o pico São Rafael foi incluso como ZEPEC(Zona Especial de Preservação Cultural) no Plano Regional Estratégico das Subprefeituras. O recente interesse do poder público pelo morro parece marcar o início de uma positiva mudança de perspectiva administrativa na cidade. Assim, a manutenção destes projetos pode respresentar não apenas um incremento ao potencial turístico, e uma consequente melhoria da qualidade de vida de moradores de toda a periferia da Zona Leste de São Paulo, mas, sobretudo, a consolidação de novas práticas políticas ambientais, inclusivas e urgentes.

História da Igreja Assembléia de Deus em São São Mateus

Assembléia de Deus no Brasil, principalmente nos seus primeiros 50 anos em que apresentou um crescimento muito expressivo. Por serem as Assembléias de Deus e a Congregação Cristã no Brasil as mais antigas e maiores igrejas pentecostais do Brasil, formam-se a partir delas, as matrizes pentecostais brasileiras, sendo a Assembléia de Deus a principal responsável por essa matriz. Porém, a Assembléia de Deus não é uma igreja única nem homogênea, é múltipla em diferentes aspectos, como o movimento assembleiano de 1911-1946 e a instituição assembleiana de 1946 -1989. A Assembléia de Deus Ministério de Madureira, em São Mateus, São Paulo, é uma igreja que surge entre os anos de 1947 e 1948, vinculada à Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério de Madureira, Campo do Brás, São Paulo, que obteve sua emancipação em 1964, tornando-se uma igreja vinculada diretamente à Convenção Nacional de Madureira. Em relação aos objetivos específicos, este trabalho se propõe a analisar a relação entre o carisma do líder máximo, do presidente do campo e o crescimento da Igreja. Também se propõe explicitar a sobrevivência das magias populares ou milagres institucionalizados no cotidiano da Igreja. Através desta análise foi possível concluir que a presente pesquisa contribui para demonstrar que a religião institucionalizada tem seu lugar e prestígio, mas é um lugar, entre outros, necessário para demarcar a festa e o rito.

No século XIX, mais precisamente no ano de 1842, existia uma fazenda de propriedade de João Francisco Rocha. Posteriormente, a fazenda foi adquirida por Antonio Cardoso de Siqueira, que optou por dividi-la em glebas. Já no século XX, no ano de 1946, a

Família Bei adquiriu uma gleba de 50 alqueires de terras, loteando-a na seqüência, com total sucesso de vendas, surgindo dessa iniciativa o bairro de São Mateus.

Para personalizar a importante data, foi celebrada a primeira missa em ação de graças, no dia 8 de dezembro pelo bispo Dom Antônio de Macedo.

São Mateus foi fundado por Salvador Bei, filho do senhor Mateo Bei. A pedido da família foi dado este nome em homenagem ao pai, bem como o nome da principal avenida do bairro. A data de fundação ocorreu em 8 de dezembro de 1948, nesta data o Prefeito em exercício era o Dr. Milton Inprota. E o aniversário é comemorado na data do Patrono do bairro São Mateus em 21 de setembro.

A localização de São Mateus é no extremo oriental da zona leste de São Paulo, distante 22 km da Praça da Sé, marco zero da cidade. A região de São Mateus é composta de 3 distritos: São Mateus, 13km², São Rafael, 13,2km², Iguatemi, 19,6km². Ao norte faz divisa com Itaquera, Vila Formosa e Aricanduva. Ao sul faz divisa com Mauá e Santo André. A leste com Guaianases. A oeste com Vila Prudente.

O relevo é acidentado devido à proximidade com a Serra do Mar. A noroeste tem a Bacia do Aricanduva. Possui 37 córregos – 2 rios: Aricanduva e Rio das Pedras – 1 ribeirão: Aricanduva. A soma da população dos 3 distritos é de aproximadamente 400 mil habitantes.

São Mateus – Centro

Conheça a história da Subprefeitura São Mateus

A história de São Mateus remonta ao século XIX. Mais precisamente ao ano de 1.842, época em que existia uma fazenda de propriedade de João Francisco Rocha, onde se criavam cavalos, carneiros e bois. Posteriormente, a fazenda foi adquirida por Antônio Cardoso de Siqueira, que optou por dividi-la em 5 (cinco) glebas.

Já no século XX, na década de 40, tudo não passava de uma grande fazenda: a Fazenda Rio das Pedras. Em 1.946, uma gleba de 50 alqueires de terras foi vendida à Família Bei (Mateo e Salvador Bei), dando origem a fazenda São Mateus. Dois anos depois da aquisição das terras, em 1948, Mateo Bei, o patriarca da família, decide lotear a área e vende os primeiros lotes com total sucesso, surgindo dessa iniciativa o bairro de São Mateus. Para personalizar a importância dela, foi celebrada a primeira missa em ação de graças, no dia 8 de Dezembro do mesmo ano, pelo bispo Dom Antônio de Macedo.

“Cidade São Mateus” foi o nome escolhido por Salvador Bei, em homenagem ao pai, Mateo Bei, que mais tarde teve seu nome dado, também, à primeira avenida do bairro ,termo cidade foi empregado porque todos da Família Bei tinha convicção de que o bairro um dia se transformaria em uma grande cidade.

Nildo Gregório da Silva, já falecido, foi quem iniciou o trabalho de abertura das ruas em 16 de Dezembro de 1946, às 7 horas da manhã. Foi puxando burros, que ele, então, dava à abertura da Avenida Mateo Bei, exatamente no marco “zero”, na Avenida Caguaçu, mais tarde Avenida Rio das Pedras.

Em meio às recordações, Nildo Gregócio da Silva, funcionário de uma empresa e responsável pela terraplanagem da Avenida, conta como tudo aconteceu: “Naquela época, eu morava em São Miguel Paulista e a minha empresa foi contratada por Mateo Bei para fazer o serviço. Não medimos esforços e sob o sol que despontava, demos início às obras, num clima de euforia e dedicação.”

Mas Nildo continuava a residindo em São Miguel. Para chegar em São Mateus às 8 horas, tinha que sair de casa às 3 horas da madrugada, tomar três conduções e ainda andar cerca de 12 quilômetros a pé até o Largo Carrão para pegar outro ônibus. Essa via-sacra durou três anos, quando apareceu um pau-de-arara, muito comum na época, fazendo lotação. Ele trabalhou durante anos na aberturas das ruas e, em pouco tempo, assumiu a identidade de um defensor do bairro.

Foi Nildo Gregório da Silva quem fundo em 1952, a Associação Divulgadora “A Voz da Colina”, um instrumento para as reivindicações de melhorias da região em diversos setores: transportes, educação, saúde e lazer. “Entra no ar a nossa divulgadora A Voz da Colina, uma voz amiga que cruza os céus de Piratininga”. Esse prefixo ficou na história de São Mateus.

Mateo Bei foi, também, um lutador incansável que dedicou-se à formação cultural e sócio-econômica de São Mateus. Foram muitos anos de perseverança e fé. E, em agradecimento a tudo que fez por São Mateus, seu nome foi dado a uma praça, situada no inicio da avenida Mateo Bei.

Vindo a velhice, seus descendentes continuaram a trilhar pelo caminho que lhes ensinara o tenaz batalhador, da propriedade que a todos honra. Algum tempo depois os filhos e o genro adquiriram para mais de um milhão de metros quadrados, na antiga “Fazenda do Oratório” em homenagem ao respeito e às lições deixadas pelo ente querido; lotearam-na, fazendo da gleba uma verdadeira comunidade – que culminou em mais do que isso: um bairro-cidade.

Deixando um legado de lutas e conquistas como herança aos familiares e aos moradores de São Mateus, Mateo Bei faleceu em 11 de maio de 1956.

A EXPANSÃO

Esforço e dedicação sempre estiveram presentes na História da Cidade de São Mateus. Um bairro que nasceu e cresceu através das lutas populares. Aqui, pessoas de credos, raças e tendências políticas, das mais diversas, se reuniram num só objetivo: Transformar este lugar da Zona Leste da Capital num bairro de fato.

Assim, era chegada a hora do comércio ocupar seu espaço e dar um novo impulso ao recente bairro. O primeiro ponto comercial do bairro surgiu em 1949, o Empório do Eustáquio, seguido pelo Empório do Maninho no ano seguinte.

Os lotes da Avenida Mateo Bei valorizavam a cada dia (o valor de um lote de 350 m² custava 7.500 cruzeiros) e a solidariedade foi o fator básico para o crescimento de São Mateus. A Loteadora Bei Filho doava 500 telhas e dois mil tijolos aos novos proprietários (material este transportado das olarias em carros-de-boi), que, através de mutirões, levantavam suas casas.

Tudo era muito difícil naquela época, principalmente o transporte. Como não havia empregos no bairro, os moradores tinham de se deslocar para o centro ou então para os outros bairros. No início a Jardineira do Manoel, ou pau de arara, era o único meio de transporte e levava os moradores até o Largo do Carrão.

Em 1950 dois ônibus começaram a fazer o itinerário até a avenida João XXIII. O percurso era longo e as ruas cheias de buracos e poeira. Os passageiros tinham que dividir o espaço com galinhas e outros animais, além das tranqueiras que eram transportadas. Em dias de chuva, era impossível realizar todo o percurso, sendo necessário várias baldeações.

Foi somente em 1952 que a primeira linha de ônibus coletivo passou a funcionar (através da Empresa Cometa) indo até a Avenida Sapopemba. Depois veio a empresa de ônibus Vila Carrão. Outras empresas se instalaram no bairro nas décadas de 70 e 80, contudo, até os dias de hoje o transporte é um dos principais problemas do bairro.

Foi na década de 50 que os moradores se organizaram para pedir melhorias. Primeiro pediram escolas, iluminação e transporte. Depois, a luta foi pela implantação do asfalto, redes de água e esgoto, iluminação pública e outros serviços, como delegacias e agência dos Correios.

A construção de uma escola para São Mateus foi uma luta árdua dos moradores, pois a escola mais próxima distanciava sete quilômetros, entre Vila Nova Iorque e Vila Antonieta. A maioria das crianças ia a pé, porque não dispunha de dinheiro para pegar condução. Segundo constam os historiadores, em 1952, o estupro de uma criança de dez anos foi a gota d’água para que outra luta começasse. Somente em 1955, a Secretaria da Educação e Cultura construiu um galpão de madeira. Era a primeira escola de São Mateus que nascia.

Os problemas cresciam e a comunidade teria que ser mais rápida. Outro fato que merece registro diz respeito à fundação da paróquia – da Igreja Católica – que data de 1958.

Bairro que tem uma história de lutas: São Mateus tem a oferecer a seus moradores uma perspectiva de desenvolvimento que foge à estagnação econômica e ao pessimismo de alguns. São Mateus, até pelos exemplos de seu fundador Mateo Bei, não tem decepcionado aos que aqui investem – os que lutam em seu dia-a-dia, com perseverança e dinamismo, estão aí, no comércio, nos negócios e na vida cotidiana, colhendo os frutos.

Hoje São Mateus tem praticamente tudo: bancos, comércio diversificado, indústrias e setores de prestação de serviços. Recentemente, a briga foi pela implantação de um Cartório de Registro Civil, vitória esta conquistada com sua inauguração em 05/06/2000. Agora, a comunidade se esforça para organizar um movimento pela implantação de um Fórum: mais uma luta em prol do desenvolvimento.

60 Anos de São Mateus

Em virtude do aniversário de 60 anos de São Mateus, a subprefeitura organizou, no último dia 28 de setembro, uma grande festa que começou na avenida Mateo Bei, a mais importante do bairro e terminou na casa de show Expresso Brasil.

Com apoio da Polícia Militar (PM), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) vários quarteirões da Mato Bei foram interditados para que os desfiles pudessem acontecer com toda segurança.

O Padre Agostiniano, Jesus Angel Veres Rodrigues, da Paróquia Jesus Ressuscitado, iniciou a festa abençoando a todos com Ato Ecumênico que emocionou os munícipes que estavam presentes.

O Subprefeito de São Mateus, anfitrião da festa, recebeu os convidados,  políticos (vereadores da região), o Subprefeito de Guaianazes, o Inspetor da Guarda Civil Metropolitana, Regional de São Mateus, Reinaldo Iahn de Souza, o novo delegado da 8° Seccional, Antônio Carlos Palhares, entre outros .

Após o hasteamento das bandeiras, cujo Hino Nacional foi cantado pelos alunos das escolas Olival Costa e Visconde de Taunay, começaram os desfiles. O desfile militar contou com a presença do Exército Nacional (soldados e carros), Polícia Militar (viaturas, base comunitária móvel e motos). Seguindo, foi a vez do caminhão do Corpo de Bombeiros, logo após a sua passagem, as viaturas da GCM também desfilaram, inclusive com o canil. Participaram a Defesa Civil de São Mateus e ambulância da Supervisão de Saúde da Subprefeitura.

Com o final do desfile militar teve início o desfile cívico. Escolas públicas e particulares, entidades beneficentes e associações comunitárias também fizeram parte dessa comemoração. A Escola Cáritas, em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa fez uma apresentação com Tambores que contagiou a todos com sua batida sincronizada.

Participaram da festa a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof Ruth Lopes Andrade, da vila Zelina, Instituição de Ensino Santa Izildinha, CCA – Centro da Criança e Adolescente, CCA Pingo da Alegria, Associação Comunitária e Beneficente Padre Jose Augusto Machado Moreira, Associação Comunitária Sempre Viva, Grupo Terapia de Vida Lian Gong, CDC- Clube Desportivos Comunidade. A EMEF Olival Costa e a Escola Recanto Infantil O Rei Leão  encerraram o Desfile Cívico.

Um dos momentos de maior vibração foi com a apresentação dos grupos de dança. As alunas do estúdio Orion, Grupo de Divisão de Jovens Femininas e a Dança Masculina, que com coreografias arriscadas animou e emocionou aqueles que fizeram parte dessa comemoração. As modelos da Revista Portal Anúncios desfilaram e mostraram sua beleza da mulher brasileira.

Para fechar em grande estilo as comemorações na avenida, o Bloco Carnavalesco Amizade Zona Leste e a Escola de Samba Tradição Zona Leste proporcionaram um carnaval fora de época. Todos caíram no samba com a apresentação do tema ”Tem Luxo no Lixo” do carnaval de 2009.

O encerramento dos festejos aconteceu no Expresso Brasil, que desde às 14 horas estava de portas abertas para o público, que pôde ver de perto ídolos da música popular como: Art Popular, To Fly, Pedindo Bis, Doce Encontro, Produto Nacional, Percepção, Samprazer, Neto Trindade e Chega pra Somar.

A casa ficou cheia, mais 13 mil pessoas se espremeram, cantaram e dançaram. O subprefeito subiu no palco e agradeceu a presença de todos, que foram ao delírio com os dizeres de que mais festas virão.

  São Mateus – 62 anos de progresso

A bem da verdade, depois d e ler muitos históricos da Cidade São Matheus, passo a relatar aquilo que tenho registrado na memória de um garoto que aos 6 (seis) anos de idade no ano de 1949, em seus primeiros dias, passou a habitar uma casa na hoje chamada Rua Antonio Previato, precisamente em uma casa que ainda existe e que foi construída pelo Sr. Odom de Souza Lima, meu pai, em memória de quem transcrevo estas linhas. A referida casa não foi a primeira de alvenaria construída no bairro, porém, a primeira, é a casa onde hoje se encontra a empresa Tintas Kina, na Av. Mateo Bei, também edificada pelo mesmo construtor.
Para melhor elucidar os passos caminhados desde aquela época, e não desmerecendo outros que não envidaram esforços para trazer a público a história de nosso querido bairro, porém, talvez, por falta de informações concretas distorceram fatos e verdades que não podem ficar relegados ao esquecimento, admitindo-se como reais fatos ocorridos em tempos mais recentes, talvez de 1960 para cá, porém poucos são aqueles que como o signatário do presente estiveram no palco dos acontecimentos que por mercê de Deus deram origem a esse pujante bairro, hoje sem dúvida alguma, grande centro comercial e privilegiado berço residencial de nossa zona leste, procurarei apresentar os fatos iniciais por área de atividade, para que nossos leitores, conhecedores da realidade presente possam avaliar o progresso de Cidade São Matheus, que não obstante seus 44 anos de fundação tem sobrepujado a tantos outros até centenários, de nossa grande cidade.

Originariamente, tratava-se de uma fazenda cortada nos vários sentidos por trilhas, onde circulavam carros de bois, transportando madeira para as olarias que se situavam na periferia, destacando-se nesse meio de transporte um morador de nome Antonio Meves, popularmente chamado de “TULICA“. Por volta de 1948, outro cidadão de nome José Antonio de Souza, começou, por ordem dos proprietários da terra, Bei Irmãos & Cia., com um trator de propriedade da empresa a abrir ruas, o referido morador, motorista do trator ainda vive em nosso meio e é conhecido pelos antigos habitantes pelo apelido de “TURUNA”.
Para transportar a terra que era tirada pelo máquina, veio também para o novo bairro um cidadão chamado Jorge que talvez pela sua origem, era conhecido pelo nome de Jorge Russo, cujos familiares ainda estão convivendo em nosso Bairro. Jorge Russo era proprietário de uma frota de caçambas puxada por burros. Foram abertas naquele tempo grande número de ruas, porém durante muitos anos permanecemos sem água, luz e esgoto.

DO TRANSPORTE COLETIVO
Todos os paulistanos sabem da precariedade do transporte coletivo em nossa capital, o que constituiu um grande desafio para os governantes municipais, com enormes filas nos terminais e ao longo do percurso, ônibus super lotados, pingentes candidatos à morte, motoristas mal preparados. Preço de passagens cada vez mais caro em proporção ao aviltadíssimo salário da grande maioria dos usuários. Promessas eleitorais não cumpridas, trânsito tumultuado e às vezes chega-se a dizer que o transporte coletivo em São Paulo é um caos, originando-se as reprováveis depredações e outros atos não justificáveis, que, porém, podem encontrar explicações num extravasamento de necessidades reprimidas e insatisfeitas, pois isso é sem dúvida alguma o “ diapasão “ que dá a nota para o vivenciar da grande maioria da população paulistana, mormente na periferia onde emerge em maior grau a necessidade do uso do transporte coletivo.

Após esse intróito sobre o sistema atual de nosso transporte coletivo, voltemos no tempo para localizarmos o final de 1948 e início de 1949, para informarmos que a princípio nossa locomoção era feita a pé, e portanto nosso raio de caminhada era limitado e somente para aquilo extremamente necessário, ou seja, ir à Escola Pública que se localizava no Bairro de Nova Iorque, na hoje Av. Rio das Pedras na altura da entrada para o Jardim Santa Terezinha, em propriedade de um japonês chamado Sr. Sakamoto, o qual também era dono de um armazém onde os pioneiros iam semanalmente fazer o suprimento. O primeiro transporte coletivo de Cidade São Matheus consistia em uma camioneta coberta de lona, com bancos de ferro, um em cada lateral de sua carroceria e quando o passageiro tinha que descer, acionava uma campainha que tocava na cabine do veículo, o motorista desse veículo era um jovem de nome Adeel Peo da Silva, conhecido pelo nome de Bidias. Esse sistema de transporte coletivo não demorou muito tempo, talvez alguns meses, vindo depois dois ônibus os quais foram os percursores do atual transporte coletivo de São Matheus. Dentre os motoristas, primeiros condutores destes ônibus temos registrado na memória um Sr. de origem portuguesa chamado Manuel e dentre os cobradores lembramos do Sr. Antonio Viotto. Para se Ter uma idéia da quantidade de usuários desse transporte, nas madrugadas por volta de 4 e 5 horas, o ônibus deixava sua via principal e ia à frente da casa do signatário onde buzinava e aguardava algumas passageiras que ali estavam esperando que as mesmas acordassem, tomassem café e se juntassem ao grupo que já estava no ônibus e não havia problemas, pois, todos iam para a mesma empresa ou seja TECELAGEM SANTA TEREZINHA, localizada onde hoje está o Carrefour da Rio das Pedras.

DA EDUCAÇÃO
Ao lado do transporte coletivo, da saúde, segurança pública e outros serviços, encontra-se a Educação que da mesma forma dos demais tem sido objeto de propaganda eleitoral e tem ajudado à Eleição de muitos que não pautam suas condutas estribadas na verdade, porém no engodo e na falsidade, sendo entre outros fatores que contribuem para a nossa Educação não somente na área municipal, estadual, porém até na Federal encontra-se no pé em que está, falta de salas de aula, consequentemente falta de vagas para os alunos; professores mal remunerados, baixo nível de ensino etc. A escola particular, por sua vez tenta suprir as deficiências, no entanto, a custos incompatíveis com os salários de grande maioria daqueles que pretendem nela estudar, ocorrendo uma grande evasão escolar principalmente a nível de 2º grau.

Deixando de lado a situação atual da Escola Pública, voltemos novamente para a Cidade de São Mateus para informarmos os primórdios educacionais de nosso bairro, hoje, embora, nas condições já referidas, possuem em seu território e nos bairros periféricos uma grande quantidade de Escolas Públicas e algumas particulares que apesar das condições já analisadas estão prestando à população um grande serviço nesse seguimento da atividade humana. Lembro-me da primeira Escola Pública de São Mateus, pois em seus bancos, ao lado de inúmeros companheiros, me assentei por volta de 1950. Escola de madeira constituída de 2 salas de aula e uma diretoria, localizada no mesmo terreno onde se encontra a Escola Prof. º Alfredo Machado Pedrosa. Lembro-me também dos primeiros professores, tais como Da. Edite, Da. Luzia, Prof. º Eli Albano de Almeida. Lembro-me ainda da primeira inspetora de alunos, Da. Sebastiana Gregório da Silva, conhecida por Da. Tatania, irmã do Sr. Nildo Gregório da Silva: Tratava-se de grandes educadores, pois, saídos de outros bairros, enfrentando as dificuldades peculiares da época, não se furtaram ao dever de bem informar seus alunos, de então cumprindo com amor e dedicação aquilo que posso afirmar tratar-se de um verdadeiro sacerdócio. Seguiram-se, após alguns anos, outros educadores, tanto na área Pública quanto na Particular, onde empresários investem na Educação no afã de, da melhor maneira possível, preparar a nossa infância e juventude para os embates da vida, dentre esses destacam-se Colégio São Matheus, Colégio Dom Pixote, Escola Santa Izildinha, Colégio São Vito, etc., os quais são administrados por pessoas dignas e honradas, sobretudo honestos e dedicados ao ensino e aos quais, nessa oportunidade, rendo meu preito de gratidão, em meu próprio nome, e em nome de uma pleiade de jovens e crianças, que através dos anos têm sido preparados por tão ilustres pessoas e pelos seus pares.

São Mateus: refletir o passado e agir para o futuro

Para um distrito que segundo Censo oficial de 2000 tinha uma população de 381.605 habitantes e que segundo projeções de Sempla deverá ter aproximadamente 493.000 habitantes em 2010 quase nada de sua história tinha vindo ao conhecimento público antes da existência do jornal Gazeta de São Mateus. Foi com empenho, dedicação e esforço que parte dessa inesgotável história tem vindo a público através destas páginas nos últimos 14 anos; o mesmo período em que circulamos ininterruptamente. E quem sabe da lida em manter um jornal com esse perfil, sobrevivendo de seus próprios esforços sabe o valor que isso tem.

Não merecemos palmas por isso, apenas faz parte de nossa índole e missão: contribuir para a divulgação dos fatos e pelejar pelo desenvolvimento sustentável, diga-se de passagem, dessa imensa comunidade que aqui cria raízes, labuta e convive socialmente.

Achamos que tanto esforço tem valido a pena e que, mesmo em doses homeopáticas, deixaremos para o presente e para o futuro registros únicos, valiosos, fiéis do que tem sido essa história. Claro, sabemos que ela sempre estará incompleta e que visões distintas sobre os mesmo fatos ainda não foram totalmente registrados, entretanto, temos a compreensão que essa é uma tarefa para qual, historiadores, pesquisadores e porque não dizer, a própria comunidade poderia se debruçar.

Trata-se, mesmo pelo pouco que registramos, mas que é muito comparado ao que já se fez de uma história bonita, sensível e dizemos isso sem pieguice e sem desvios paroquianos. A nossa história é isso mesmo; cheio de lutas, de contradições; de pequenas e grandes obras; de pequenas e grandes participações. Na parte da história que estamos tendo o prazer de entregar nesta edição aos leitores e a toda comunidade, o nome da família Mateo Bei, de Nildo Gregório, de Tia Cida, por exemplo, são lembrados não em sua totalidade é claro, visto que essa seria uma tarefa a que teríamos que nos dedicar com a competência e a persistência de arqueólogos e de historiadores, mas com lealdade, com a realidade que pudemos observar e registrar. Para muitos as informações pouco vão acrescentar; outros poderão criticar que os dados estão incompletos, mas para a maioria será a primeira vez que poderão ler um pouco do que foi o passado longínquo e mais recente e fazer suas comparações e, oxalá, suas próprias pesquisas.

Para reunir essas informações, a diretora desse jornal correu trecho, pesquisou, ouviu pacientemente todos que tinham alguma coisa a declarar e o resultado, depois de editado e resumido você pode encontrar nesta edição. Da redação temos certeza que ainda faltava encontrar alguns elos perdidos, vasculhar algumas informações com mais profundidade, entretanto, esperamos contar com a compreensão dos leitores que não é esse necessariamente o papel do jornal.

Olhamos para o passado para agir no presente e construir o futuro e esta edição não estaria completa se não deixássemos algumas informações que apontam para o futuro, algumas explícitas, como por exemplo, um breve painel sobre o que o poder público reserva para esta comunidade em entrevista com o atual subprefeito de São Mateus e outras sutis para a reflexão de todos nos que em conhecendo o passado e vivenciado o presente possamos especular como pode ser o futuro.

Apenas uma certeza agregou-se ao nosso entendimento. São Mateus ainda tem muito trecho a percorrer e que essa empreitada ficará mais fácil se o povo se organizar, equacionar suas demandas; pressionar os poderes públicos, mas também fazer sua parte; operar no seu quintal, digamos assim. Como a história de alguns aqui nos mostra são também com pequenas e corretas ações que cada um de nós pode empreender que uma comunidade mais sadia, mais justa poderá ser construída.Portanto, nosso convite nesta edição é para que reflitamos sobre o passado e nos organizemos em ação para o futuro. São Mateus, pela sua rica história, merece essa atenção de nossa parte. – Publicado na Gazeta de São Mateus, ed251

São Mateus põe fim à feira do rolo – Gestão Clovis chaves

Desde o inicio de abril deste ano, a tradicional feira do rolo da região de São Mateus não funciona mais. Em atividade há 25 anos, a feira estava concentrada  na rua Forte do Leme com cerca de 900 barracas, oferecia vários produtos, quase todos sem procedência, outros, objetos de roubo e furto de automóveis. Além de contrabandos e em alguns casos, comércio de aves silvestres.

A feira funcionava sem autorização da subprefeitura que realizava esporadicamente fiscalização em conjunto com a Policia Civil, principalmente, sobre produtos ilegais. Além disso, a subprefeitura fez várias tentativas de organizar a feira, fazendo levantamento em operação com a Policia Civil, para definir o que podia ou não ser comercializado e o cadastramento das barracas para se ter controle das atividades.

Segundo o comandante PM do 38º BPM/M, coronel Pimentel, o fim da feira ocorreu por causa de homicídio ocorrido em pleno funcionamento da feira. Para ele a situação estava ficando insuportável, só em 2006, foram 228 ocorrências nas ruas da feira e adjacências envolvendo furto e roubo em escala absurda. Além disso, a feira foi ganhando outras ruas, inclusive as áreas residências, o que provocava reclamações crescentes de proprietários. Pimentel afirmou que depois que a feira foi desativada, o índice de ocorrência caiu a quase zero.
Em reunião marcada no gabinete do subprefeito de São Mateus, os representantes dos ambulantes que trabalhavam na feira, foram solicitar o retorno da feira, pois, segundo eles, são 1500 pessoas que dependem da feira para sustentarem suas famílias. Marcos Valério Cardoso, que falava em nome dos ambulantes, disse que por diversas vezes buscou alguma forma de regularização, isso desde 1999, sem sucesso. Porém, alegou não ter controle sobre o que era comercializado na feira. O subprefeito Chaves disse atender ao pedido de Valério para expor os motivos da desativação da feira. Desde que assumiu a administração da subprefeitura em 2005, ouvia muitas reclamações da feira, que antes era restrita a rua Forte do Leme, ampliando-se de tal forma a ponto de se instalar em frente ao Batalhão da 2ª Cia.  da PM  e da própria subprefeitura. Segundo o subprefeito, na medida que crescia a feira, cresciam os problemas e inúmeras queixas de munícipes e da mídia.
Presente à reunião estava o delegado Seccional do 69º DP, Dr. Luiz Carlos do Carmo. Ele expôs todas as irregularidades da feira desde a falta de nota fiscal de origem, falta de termo de permissão de uso à perturbação da ordem pública. E concluiu, a feira não retornará enquanto for ilegal.

Subprefeitura São Mateus recebe Prêmio Manequinho Lopes

A Subprefeitura São Mateus recebeu no dia 19 de março o prêmio “Manequinho Lopes” de Arborização. Criado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Paulo, o objetivo da premiação é incentivar o plantio e manutenção de árvores em toda a cidade.

Nos anos de 2006 e 2007 a subprefeitura de São Mateus foi responsável pelo plantio de 18398 árvores. Em 2007 o número de árvores plantadas foi 9098, o que garantiu a São Mateus o certificado de primeiro lugar no prêmio Manequinho Lopes de Arborização. Além do prêmio de primeiro lugar, também recebeu o de segundo colocado, relativo a 2006, ano em que plantou 9300 árvores.

Em 2008, mais uma vez, a subprefeitura São Mateus esteve entre as três que mais plantou. De acordo com dados da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, São Mateus plantou 8243 árvores, o que garantiu a segunda posição. O evento foi realizado na UMAPAZ, no Parque do Ibirapuera e contou com a presença maciça dos trabalhadores responsáveis pela manutenção das áreas verdes da região.

Após a solenidade de premiação, os trabalhadores da frente de trabalho tiveram a oportunidade de conhecer o viveiro Manequinho Lopes, local de onde saem as mudas fornecidas pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente às subprefeituras.

A preocupação da subprefeitura de São Mateus com o meio ambiente, suas árvores e jardins é visível. Além de plantar em quantidade, possui uma equipe especializada em Poda de Precisão, projeto iniciado em São Mateus e que foi transformado em lei. A equipe responsável por essa atividade já esteve em vários projetos, ensinando como deve ser feita uma poda ideal, dando manutenção às áreas verdes, sendo a primeira subprefeitura a implantar o Programa de Arborização.

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